"BIOGRAFIA", por Paulo Machado
epaminondas, incansável campeador
de lembranças, assíduo
frequentador do café avenida,
reconstruía, com esmero, a história
da ditadura vargas
e suas proezas como
liberal-conservador.
à noite, passava cantarolando
uma modinha
rumo ao clube dos diários.
retornava, cabisbaixo, desfiando prosa,
ensaiando gestos.
depois da glória, epaminondas
se fez indefinido
pelo prazer do esquecimento.
dormiu na zona
e virou crônica de costumes.
Paulo Machado, em
Revistsa Mandacaru, ano II, nº 2
Teresina, mar./abr. 1979
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