"Tarde morta, amarelo queimado", por Telmo Belizário
Tarde morta, amarelo queimado
sob um sol distante, se disfarça o acinzentado.
Cérebros ofegantes, tédio, poluição
o céu não tem mais seu mistério
ou será o homem que perdeu a razão?
Há um quadro vivo em minha mente
o mundo dança mesmo moribundo
as árvores, tristes balanços, galhos histéricos.
Urubus sobrevoam cheiro de morte,
a carne fétida em putrefação.
ciclo da
vida
espiral
da
loucura
há muito não caminhamos
apenas somos guiados
que caminho seria um atalho?
qual destino não seria escarpado?
que instinto seria uma vontade?
qual desejo seria uma obrigação?
que vida seria liberdade?
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