"PEQUENO ROTEIRO DO SOL NA LITERATURA PIAUIENSE", por Rodrigo M Leite




Este índice reúne aparições do SOL em poemas, canções e demais textos literários ligados ao Piauí e a Teresina. A organização segue, sempre que possível, a data da obra ou da publicação original. Cada entrada traz apenas o trecho necessário para localizar a imagem solar no texto completo, que pode ser acessado no blog. Grifos nossos.


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1912 — Lucídio Freitas, “O incêndio”
Imagem solar: sol incendiário / sol de brasa / sol da ruína.


“O ar queima, o vento queima, a terra queima e abrasa.
Ondas rubras de Sol batem fortes na areia...
No espaço nem sequer um leve ruflo de asa,
Passa aos beijos do Sol que fustiga e esbraseia.”


“Velho Castelo Real! Ó sombra de outra idade!...
Lembras hoje, depois desse horrível flagelo,
As ruínas de Sol no poente da Saudade!...”


FREITAS, Lucídio. “O incêndio”. In: Alexandrinos. 1912. Apud TAVARES, Zózimo. “LUCÍDIO FREITAS (27 anos) - Vida e Obra de 10 poetas piauienses que morreram jovens”. In: Sociedade dos Poetas Trágicos: Vida e Obra de 10 poetas piauienses que morreram jovens. Teresina: Gráfica do Povo, 2006. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 20 set. 2025.


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1912 — Lucídio Freitas, “EVOCAÇÕES II”
Remissão: Lucídio Freitas, “Teresina apagou-se”.


“Teresina apagou-se na distância,
Ficou, longe de mim, adormecida,
Guardando a alma de sol da minha infância
E o minuto melhor da minha vida.”


FREITAS, Lucídio. “EVOCAÇÕES II”. In: Poesia Completa. Teresina: Convênio APL/UFPI, 1995. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 4 nov. 2011. O trecho corresponde ao poema “Teresina apagou-se”, já indexado neste levantamento.


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1912 — Lucídio Freitas, “EVOCAÇÕES III”
Imagem solar: sol do exílio / sol do amanhecer / sol da terra distante.


“Distante do meu lar,
Vendo outro céu, vendo outro sol, vendo outra gente,
Tão diferente
Da gente boa lá da minha Terra!”

“Para, ao vir da manhã, ao desabrochar do sol,
Quando as aves despertam pelos ninhos,
À casa regressar,
Trazendo o pão para a mulher e os dois filhinhos”

“Vendo outro céu, vendo outro sol, vendo outra gente,
Tão diferente,
Da gente boa lá da minha Terra!...”


FREITAS, Lucídio. “EVOCAÇÕES III”. In: Poesia Completa. Teresina: Convênio APL/UFPI, 1995. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 3 nov. 2011.


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1912 — Lucídio Freitas, “EVOCAÇÕES IV”
Imagem solar: pôr do sol fluvial / sol da terra natal / Parnaíba encantatório.


“O Parnaíba, ao pôr do sol, encanta
A alma e o olhar.
Ele, claro, a descer, divinamente canta,
Rendilhado de esplêndida beleza,
Levando à flor da correnteza,
A boiar; a boiar.”


FREITAS, Lucídio. “EVOCAÇÕES IV”. In: Poesia Completa. Teresina: Convênio APL/UFPI, 1995. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 nov. 2011.


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1916 — Antônio Chaves, “DESCENDO O PARNAÍBA”
Imagem solar: sol amoroso / sol vital / metáfora de sobrevivência.


“Sem sol a flor sucumbe, morre a planta...
Dá que eu sinta, portanto, ó minha Santa,
sol do teu amor! Faze que eu viva!”


CHAVES, Antônio. “DESCENDO O PARNAÍBA”. In: Nebulosas. 1916. Apud A poesia piauiense no século XX: antologia. Organização, introdução e notas de Assis Brasil. Teresina/Rio de Janeiro: FCMC/Imago, 1995. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 abr. 2016.


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1952 — H. Dobal, “INTRODUÇÃO ao Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”
Imagem solar: sol claro / excesso de luz / cidade ardente.


“Mangueiras e oitizeiros dão a sua sombra como frágil proteção contra o sol. O sol é muito claro, como se estivesse sempre em desespero, há excesso de luz nesta cidade.”


DOBAL, H. “INTRODUÇÃO ao Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina”. In: Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina. 1. ed. 1952. Via Obra Completa II - Prosa. 2. ed. comemorativa dos 80 anos de H. Dobal. Teresina: Plug Propaganda & Marketing LTDA, 2007. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 out. 2013.


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1952 — H. Dobal, “ROTEIRO SENTIMENTAL E PITORESCO DE TERESINA”
Imagem solar: mesmo sol / sol cotidiano / vida calma.


“Os dias se sucedem com o mesmo sol, as noites acompanham a lua. A vida é calma.”


DOBAL, H. “ROTEIRO SENTIMENTAL E PITORESCO DE TERESINA”. 1. ed. 1952. Via Obra Completa II - Prosa. 2. ed. comemorativa dos 80 anos de H. Dobal. Teresina: Plug Propaganda & Marketing LTDA, 2007. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 out. 2013.


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1965 — Álvaro Pacheco, “DOMINGO DO RIO”
Imagem solar: domingo de sol / sol da Coroa / sol do rio.


“O rio technicolor
aos domingos (todos os domingos
de sol na Coroa).”


PACHECO, Álvaro. “DOMINGO DO RIO”. In: Margem Rio Mundo. Rio de Janeiro: Artenova, 1965. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 20 jul. 2015.


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1970 — Gregório de Moraes, “Canção do Exilado”
Imagem solar: sol da memória / sol do exílio / Teresina luminosa.


“De tarde o sol se pondo além das matas
Meu povo à porta conversando, rindo
sol brincando se escondendo, lindo
O murmurar feliz das cataratas!”


“A minha mãe trazendo a lamparina
Iluminando os rostos dos seus filhos
Os benfazejos derradeiros brilhos
Raios de sol banhando Teresina!”


MORAES, Gregório de. “Canção do Exilado”. In: Auroras Perdidas. Rio de Janeiro, 1970. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 10 abr. 2020.


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1970 — Gregório de Moraes, “NATAL EM TERESINA”
Imagem solar: sol natalino / sol repentino / sol afetivo da terra.


“Amo este sol que nasce de repente
Glebas que cantam tão sagrados hinos”


MORAES, Gregório de. “NATAL EM TERESINA”. In: Auroras Perdidas. Rio de Janeiro, 1970. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 16 abr. 2014.


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1970 — Gregório de Moraes, “REMANSO”
Imagem solar: pôr do sol fluvial / sol da lembrança / sol do torrão natal.


“O Parnaíba imenso, adormecido
Pelas beiradas balsas deslizando
Balouçam leves, vão além singrando
Ao pôr do sol, do meu torrão querido”


MORAES, Gregório de. “REMANSO”. In: Auroras Perdidas. Rio de Janeiro, 1970. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 1 dez. 2015.


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1972 — Torquato Neto, “VIR VER OU VIR”
Imagem solar: sol a pino / zona tórrida / deslocamento urbano.


sol a pino e conceição.”


“correndo sol a pino pela avenida

T E R E S I N A

zona tórrida musa advir”


NETO, Torquato. “VIR VER OU VIR”. In: Gramma, n. 2. Teresina, 1972. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 3 nov. 2011.


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1976 — Chico Castro, “PROPOSTA”
Imagem solar: sol da cidade desejada / sol sobre a laranja / geografia afetiva.


“eu quero ter uma cidade
como o sol que bate numa laranja
solitária em sua geografia
de laranja”


CASTRO, Chico. “PROPOSTA”. In: Camisa Aberta e Outros Astrais. Teresina, 1976. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 19 dez. 2015.


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1976 — José Pereira Bezerra, “A MORTE NA PRAÇA”
Imagem solar: sol intenso / sol incendiário / calor da morte urbana.


“Domingo à tarde. Não passa das três. O sol intenso cobre parcialmente e incendeia a praça.”


BEZERRA, José Pereira. “A MORTE NA PRAÇA”. In: O sono da madrugada. Teresina: Editora Piçarra, 1976. Desenho de Arnaldo Albuquerque. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 25 out. 2011.


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1976 — José Pereira Bezerra, “FERRÉ”
Imagem solar: sol ferino / sol do despertar brutal / miséria urbana.


“Ao amanhecer, acorda atordoado com o sol ferindo-lhe os olhos.”


BEZERRA, José Pereira. “FERRÉ”. In: O sono da madrugada. Teresina: Editora Piçarra, 1976. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 dez. 2011.


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1977 — Herculano Moraes, “LOURO”
Imagem solar: sol dos cabelos / sol elegíaco / luz da memória.


“Planava no espaço como um gavião

os cabelos ensolarados
pela vida.

           (que será do espaço
           sem o sol dos seus cabelos?
           que será da nuvem
           que brincava de ter medo
           ao seu planar?
           que será da vida
           derrotada em pleno espaço?)”


MORAES, Herculano. “LOURO”. In: Seca, Enchente, Solidão. Porto Alegre: Editora EMMA, 1977. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 jan. 2016.


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1977 — Herculano Moraes, “PERECÍVEL”
Imagem solar: sol comparativo / sol da saudade / calor de Teresina.


“E em nenhum sol 
encontrei o mesmo calor.”


MORAES, Herculano. “PERECÍVEL”. In: Seca, Enchente, Solidão. Porto Alegre: Editora EMMA, 1977. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 28 jul. 2025.


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1978 — Paulo Machado, “libertinagem”
Imagem solar: sol tropical / sol colonial / sol da língua.


“flor do lácio, séculos de decadência,
floriu sob o sol tropical.
com ela os seus cultores,
um novo sangue, muita sífilis”


MACHADO, Paulo. “libertinagem”. In: Tá pronto, seu lobo?. 1978. Apud SAMPAIO, Airton. “Paulo Machado: o poeta, visceral, de Teresina”. Apresentação de Poesia Reunida, de Paulo Machado. Teresina: FUNDAPI, 2021. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 19 abr. 2025.


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1978 — Paulo Machado, “POST CARD 1957-1977”
Imagem solar: sol corrosivo / sol do Bar Carnaúba / sol da cidade antiga.


“no bar carnaúba o sol roía o marrom
das tabículas das mesinhas ao passo que
os homens de casimira cinza faziam planos”


MACHADO, Paulo. “POST CARD 1957-1977”. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 jul. 2018.


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1980 — Airton Sampaio, “AMOSTRAGEM”
Imagem solar: sol da manhã / sol que acorda a cidade / retorno ao cotidiano.


“De manhã o sol - que esquecia de retirar os seus raios da noite - acordaria Teresina, Teresina me acordaria, levanta homem!, e tudo voltaria ao que era.”


SAMPAIO, Airton. “AMOSTRAGEM”. In: Painel de sombras. Teresina: Edições Piçarra, 1980. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 19 out. 2013.


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1982 — Paulo Machado, “Nas ruas da minha cidade há lições? (É preciso aprendê-las)”
Imagem solar: sol dos amantes / cidade ensolarada / sol da memória urbana.


“Na Rua Paissandu, havia sol nos corações dos amantes.”


“Meu corpo propõe insurreições
e persiste, insubmisso, entrincheirado
nas ruas da cidade ensolarada.”


MACHADO, Paulo. “Nas ruas da minha cidade há lições? (É preciso aprendê-las)”. In: A paz do pântano. Teresina: Oficina de Arte, 1982. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 nov. 2014.

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1983 — Manoel de Moura Filho, “CARNAVAL, CARNAVAL”
Imagem solar: sol parido / sol pós-carnaval / amanhecer urbano.


“Na rua, duas senhoras, com terços e véus, caminhavam para a igreja.
sol há muito fora parido.”


MOURA FILHO, Manoel de. “CARNAVAL, CARNAVAL”. In: Novos Contos Piauienses. Teresina: Fundação Cultural, 1983. 1º lugar do II Concurso de Contos João Pinheiro, realizado em 1982. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 21 fev. 2012.


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1985 — Élio Ferreira, “DE VOLTA PARA CASA, episódio I - poema flagrante”
Imagem solar: sol da fome / sol sertanejo / sol do trabalho e do quintal.


“e a dor da fome não tinha cura:
vivia sol-a-pino”


“do amanhecer ao por do sol 
a molecada gritando: Neném doida”


“mira o girassol o galo desafia o
girassol gira para o sol o galo
cisca a tarde o galo”


FERREIRA, Élio. “DE VOLTA PARA CASA, episódio I - poema flagrante”. Floriano, Piauí, 1985. Inédito em livro. Publicado originalmente em Revista Sphera - Habitações do Encantado. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 19 abr. 2024.


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1985 — Jamerson Lemos, “TRAVESSIA”
Imagem solar: sol frontal / rosto escarlate / busca árida.


“voltado ao sol 
escarlate rosto
árido
fulgidia busca
anjo em calma
ligado ao mundo”


LEMOS, Jamerson. “TRAVESSIA”. In: Sábado Árido. Teresina, 1985. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 20 jan. 2016.


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1985 — Elmar Carvalho, “CIDADE GRANDE”
Imagem solar: ausência de pôr do sol / girassol negado / cidade desumanizada.


“Na cidade grande
onde não existe
pôr-de-sol 
o homem gira e pira
sem (gira)sol.”


CARVALHO, Elmar. “CIDADE GRANDE”. In: Poemágico, A Nova Alquimia. Teresina: Projeto Petrônio Portela, 1985. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 out. 2013.


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1985 — Jamerson Lemos, “A CHAPADA DO CORISCO E SEUS ACLIVES”
Imagem solar: sol de crescimento / sol da cidade / luz da Chapada do Corisco.


“Vede o campo verde e sua porta
ah! quanto de luz há em ti
como tens e cresces só em sol 
e brilhas no sal do teu banho”


LEMOS, Jamerson. “A CHAPADA DO CORISCO E SEUS ACLIVES”. In: Sábado Árido. Teresina, 1985. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 24 nov. 2015.


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1986 — Aurélio Melo e José Rodrigues, “TERESINA”
Imagem solar: sol afetivo / sol amoroso / sol do amanhecer.


“Seu olhar de querubina faz o sol me esquentar
E quando é noite a lua nina Teresina
Que desatina até o sol raiar”


MELO, Aurélio; RODRIGUES, José. “TERESINA”. Grupo Candeia. Teresina, Piauí, 1986. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 26 out. 2024.


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1986 — Cineas Santos, “BUSCA”


Imagem solar: sol de outubro / sol urbano / peso da cidade.

“caminho pelas ruas de minha cidade
pesa sobre mim o sol de outubro
não tenho pressa nem medo:
conheço todos os becos
                                    atalhos
                                          & riscos”


SANTOS, Cineas. “BUSCA”. In: Miudezas em geral. Teresina: Livraria e Editora Corisco Ltda., 1986. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 10 nov. 2013.

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1987 — Ramsés Ramos, “DA CIDADE III”
Imagem solar: sol perdido / sol da memória amorosa / aquarela escura da cidade.


“ontem éramos nácar e sol 
hoje orvalho:
quanta coisa a te dizer
muito que fazermos
na aquarela escura
da cidade”


RAMOS, Ramsés. “DA CIDADE III”. In: Percurso do verbo. Teresina, 1987. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 out. 2013.


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1988 — Zezé Fonteles, “TERESINA, MEU AMOR”
Imagem solar: sol amarelo / sol senhor das esquinas / Teresina luminosa.


“um sol de amarelo vigor,
dessas paragens dono e senhor,
faz morada nas tuas esquinas,
meninas traquinas, menina flor.”


FONTELES, Zezé. “TERESINA, MEU AMOR”. In: Poesia teresinense hoje. Teresina: FCMC, 1988. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 12 out. 2011.


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1988 — Francisco Miguel de Moura Júnior, “ESPERAR A TARDE CAIR”
Imagem solar: sol em fuga / tarde urbana / coração em deslocamento.


“Assim como o sol que vai fugindo,
fugindo vai meu coração.”


MOURA JÚNIOR, Francisco Miguel de. “ESPERAR A TARDE CAIR”. In: A poesia teresinense hoje. Teresina: FCMC, 1988. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 30 jan. 2012.

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1991 — Elias Paz e Silva, “o tédio dos dias”
Imagem solar: sol arcoirizado / sol onírico / sol apocalíptico.


“a visão do sonho
sol arcoirizado
o campanário da igreja


o simbolismo das coisas
rastros de astros
céu nuclear de bombas e bombons”


SILVA, Elias Paz e. “o tédio dos dias”. In: Poemário II. Teresina, 1991. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 5 abr. 2020.


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1991 — Laerte Magalhães, “NO OLHO DA RUA”
Imagem solar: sol do amanhecer / sol da resistência / cidade em vigília.


“a cidade dorme como um anjo
e o poeta está no olho da rua

sol não tarda a raiar”


MAGALHÃES, Laerte. “NO OLHO DA RUA”. In: Cian, cobre todas as coisas. Teresina: Costa, 1991. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 12 fev. 2012.

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1992 — Clóvis Moura, “RIO SECO”
Imagem solar: sol causticante / sol da seca / sol cruel.


“Há no sol que caustica as suas curvas
um sádico desdém por suas margens
que hoje se fundem ao leito que líquido.”


MOURA, Clóvis. “RIO SECO”. In: Flauta de Argila. 1992. Apud A poesia piauiense no século XX: antologia. Organização, introdução e notas de Assis Brasil. Teresina/Rio de Janeiro: FCMC/Imago, 1995. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 fev. 2016.


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1996 — Hardi Filho, “O MURO”
Imagem solar: sol refratado / sol pictórico / sol entre ânsia e paz.


“Drama aventura evento a vida pinta
no muro o preto o amarelo o lilás;
refração de água e sol ela reflete
estas coisas indecisa entre ânsia e paz:”


FILHO, Hardi. “O MURO”. In: Baião de Todos: antologia poética. Organização de Cineas Santos. Teresina: Editora Corisco, 1996. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 10 abr. 2016.


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1996 — Jamerson Lemos, “TERESINA ~ SÃO LUÍS ~ TERESINA”
Imagem solar: sol aéreo / sol da cidade vista de cima / luz musgosa.


“Tirirical da Cidade Antiga i
luminada de musgo e sol.”


LEMOS, Jamerson. “TERESINA ~ SÃO LUÍS ~ TERESINA”. In: Nos Subúrbios do Ócio. Teresina, 1996. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 12 jan. 2016.


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1996 — Carmen Gonzales, “ESTAÇÃO TERESINA”
Imagem solar: sol das calçadas / sol do despertar urbano / claridade mínima.


“o sol

aquece as calçadas

carros estacionam um outono de acácias
(amêndoas sob as rodas)

cai uma folha
e a cidade desperta”


GONZALES, Carmen. “ESTAÇÃO TERESINA”. In: Baião de Todos: antologia poética. Organização de Cineas Santos. Teresina: Editora Corisco, 1996. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 8 fev. 2013.


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1997 — Élio Ferreira, “PASSAR POR MIM”
Imagem solar: sol de soslaio / sol do amanhecer / sol efêmero.


“ao amanhecer: sol de soslaio - rota
de quem canta a efemeridade do seu canto”


FERREIRA, Élio. “PASSAR POR MIM”. In: O Contra-Lei e Outros Poemas. 2. ed. revista e atualizada. Teresina, Piauí: edição do autor, 1997. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 27 out. 2024.


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1997 — Francisco Miguel de Moura, “RESISTENCIAL”
Imagem solar: sol da resistência / sol sertanejo / calor da Chapada do Corisco.


“Este consumo de calor - aqui.

Do cearense, irmão mais sertanejo,
sofrido em sol e seca e serra, houvemos
este exemplo feroz: de resistir.”


MOURA, Francisco Miguel de. “RESISTENCIAL”. In: 145 anos: Teresina cidade futuro. Teresina: FCMC, 1997. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 11 fev. 2012.


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1997 — H. Dobal, “APONTAMENTOS PARA UM POEMA DO RIO POTY”
Imagem solar: sol devorador / sol do rio pobre / Poty ressequido.


“Algo fantástico nesse rio mal nutrido, meio devorado pelo
sol: as arraias enterradas na lama que, há muitas águas
passadas, assombravam os moleques da manhã.”


DOBAL, H. “APONTAMENTOS PARA UM POEMA DO RIO POTY”. In: Obra Completa - I: poesia. Teresina: Corisco, 1997. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 out. 2013.


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1999 — Adriano Lobão Aragão, “TERESINA MENINA”
Imagem solar: céu e sol / corpo da cidade / Teresina exposta.


“mata virgem deflorada
menina encobrindo o sexo com a mão
descobrindo o próprio corpo
tão bela quanto qualquer outro canto
sob o céu e o sol


ARAGÃO, Adriano Lobão. “TERESINA MENINA”. In: Uns Poemas. Teresina: FCMC, 1999. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 6 abr. 2014.


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2001 — Barros Pinho, “BALADA DO RIO PARNAÍBA”
Imagem solar: sol ribeirinho / sol do cais / sol do trabalho.


“lavadeiras
abertas
ao sol


PINHO, Barros. “BALADA DO RIO PARNAÍBA”. In: Planisfério. 2. ed. Teresina: Corisco, 2001. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 20 jul. 2015.


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2002 — Menezes y Morais, “CORAÇÕES DA TERRA”
Imagem solar: sol coletivo / sol político / Teresina a pique.


“o arnaldo albuqueque
o fernando s. costa
o albert piauí desenham os sóis dessas noites frias”


“o pólen do sol
o zémagão


viajamos na constelação de vênus e foi tão bonito
e até hoje nos amamos e acreditamos
na decadência final
de tudo a-kilo
e eu sou um sol e vou parir um crepúsculo”


“terra do sol
conquistada”


“e a gildes silveira fala da cidade
grávida de sol e de fome”


“o sol no zênite
a dor de ser feliz q nos consome”


sol a pique
luadentro
viver teresina”


MORAIS, Menezes y. “CORAÇÕES DA TERRA”. In: Teresina 150 anos. Fascículos do Jornal O DIA. Teresina, 2002. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 5 abr. 2014.


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2002 — Paulo Machado, “HERANÇA”
Imagem solar: sol do quintal / sol do verão / memória doméstica.


“no verão, da mesma forma que no poema,
não há lodo no muro
e as lagartixas passeiam ao sol.”


MACHADO, Paulo. “HERANÇA”. In: Tá pronto seu lobo?. 2. ed. Teresina: Edições Corisco, 2002. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 out. 2013.


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2003 — Teófilo Lima, “PEDRA DO SAL”
Imagem solar: sol criador / sol marítimo / sol mineral.


“Pedaços de uma maravilha líquida se debatendo contra a pedra e o sol
fazendo desse casamento o sal.
Assim se fez, assim nasceu pedral.

A pedra e o sol 
A pedra o mar e o sol, assim se fez pedral.
A pedra e o sol, pedra do sal, pedra do sal.
A pedra e o sol, assim se fez...”


LIMA, Teófilo. “PEDRA DO SAL”. Música do álbum Teófilo com Fusão. 2003. Via Beijos e Cacos / Balada Literária. Teresina, 2023. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 31 dez. 2025.


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2003 — Wellington Soares, “EU, TERESINA E ELE”
Imagem solar: sol escaldante / sol do Troca-troca / iniciação afetiva na cidade.


“No troca-troca, sob um escaldante sol, o comércio de tudo, menos o do amor, inegociável.”


SOARES, Wellington. “EU, TERESINA E ELE”. In: Maçã Profanada. Teresina, 2003. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 out. 2013.


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2003 — Francisco Miguel de Moura, “TER-E-SINA”
Imagem solar: sol e chuva / sol íntimo / Teresina conhecida de pele.


“Você conheço de pele
de manha
de manhãs desfeitas
de sol e chuva meio a meio
de ponte anoitecer
de rua e rio e rima.”


MOURA, Francisco Miguel de. “TER-E-SINA”. In: Presença da literatura piauiense. Organização de Luiz Romero Lima. Teresina, 2003. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 6 dez. 2011.


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2003 — Hélio Soares Pereira, “TERESINA QUE ME FASCINA”
Imagem solar: sol cotidiano / sol de largo olhar / novos horizontes.


“De quando em quando
vestem novas roupas
feitas de sol e de lua”

“Ao sol de largo olhar
bebo meus dias”

“Teu sol de agora
brilha
novos horizontes
e deixa
guardados na sombra
teus passos cansados”


PEREIRA, Hélio Soares. “TERESINA QUE ME FASCINA”. In: Antologia escritores III. Teresina: UBE/PI, 2003. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 31 dez. 2012.


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2004 — Hardi Filho, “NOSSO RIO”
Imagem solar: sol fluvial / rio ao sol / Parnaíba persistente.


“O nosso rio ao sol, ao luar, parece,
às vezes, lerdo, à proporção que avança.”


FILHO, Hardi. “NOSSO RIO”. In: Tempo Nuvem. Teresina, 2004. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 26 nov. 2011.


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2006 — Mário Bento Gonçalves, “TERRA QUERIDA”
Imagem solar: sol do Norte / sol dourado / exaltação da terra natal.


“De vale em vale, assim, de serra em serra,
Brilhando ao sol do Norte, ao sol dourado!
Bendita sejas tu na paz, na guerra,
A glória, no presente e no passado.”


GONÇALVES, Mário Bento. “TERRA QUERIDA”. In: GONÇALVES, Wilson Carvalho (org.). Antologia de Poetas Piauienses. Teresina, 2006. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 nov. 2011.


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2006 — Fabrício de Arêa Leão Carvalho, “EXCERTO DE BALADA DO SANATÓRIO MEDUNA”
Imagem solar: sol nascente / paisagem orientalizada / memória do Meduna.


“A faixa que mãos nipônicas trabalharam,
Olhos oblíquos voltados para o Império do
Sol nascente. Cerejeiras em flor, lembranças.”


CARVALHO, Fabrício de Arêa Leão. “EXCERTO DE BALADA DO SANATÓRIO MEDUNA”. In: GONÇALVES, Wilson Carvalho (org.). Antologia dos Poetas Piauienses. Teresina, 2006. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 26 jan. 2012.


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2006 — João Ferry, “O CABEÇA DE CUIA”
Imagem solar: sol a pino / sol quente / mito do Poti.


“Com o sol a pino, um dia, no Poti,
Um pescador voltou da pescaria;
Vinha fulo, porque no seu pari;
Um peixinho sequer, nele caía.”

“E o filho como um louco caiu n'água
No lugar ‘Poti Velho’ e ali sumiu-se,
E a velhinha chorando a sua mágoa,
Ao sol quente, de dores, sucumbiu-se.”


FERRY, João. “O CABEÇA DE CUIA”. In: GONÇALVES, Wilson Carvalho (org.). Antologia de poetas piauienses. Teresina, 2006. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 1 dez. 2011.


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2006 — Cristino Couto Castelo Branco, “TERESINA”
Imagem solar: sol natal / zona de sol / luminosidade identitária.


“Terra feliz e boa onde nasci chorando,
Onde vi o sol, os céus, as árvores, o mundo...”

“Nesta zona de sol, que muito quero, a fundo.”


CASTELO BRANCO, Cristino Couto. “TERESINA”. In: GONÇALVES, Wilson Carvalho (org.). Antologia de poetas piauienses. Teresina, 2006. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 28 nov. 2011.


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2007 — H. Dobal, “TRISTE TRÓPICO”
Imagem solar: sol de dissolução / sol triste / sol tropical.


“Em sol e sonho a brisa se desfaz
sem qualquer mensagem.”


DOBAL, H. “TRISTE TRÓPICO”. In: A Cidade Substituída. Teresina: Oficina da Palavra, 2007. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 6 ago. 2025.


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2007 — Alan Sampaio, “Notícias do cajueiro que fica por cima dos ensaios da Banda Fragmentos de Metrópole”
Imagem solar: sol quente de Teresina / sol da torra / sol da arte.


“É a Basquitrícia, aquela castanha que foi torrada no meio do sol quente de Teresina, mas que só ela tem o sabor da arte quando degustada.”


SAMPAIO, Alan. “Notícias do cajueiro que fica por cima dos ensaios da Banda Fragmentos de Metrópole”. Publicado em 14 dez. 2007, via caixinhadefosforofotografica. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 24 jul. 2017.


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2007 — José Pereira Bezerra, “No coração desta cidade nua”
Imagem solar: sol urbano / sol de desgaste / sol sobre a cidade.


“Desinteressado, passei a curiar, na banca do Joel, jornais expostos e amarelados pelo sol.”


BEZERRA, José Pereira. “No coração desta cidade nua”. In: Geração de 1970 no Piauí: contos antológicos. Teresina: Zodíaco, 2007. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 fev. 2025.


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2007 — Laerte Magalhães, “TERESINA”
Imagem solar: sol afetivo / sol do calor urbano / sol como coração da cidade.


“No bulício da quermesse,
o calor que desatina,
o coração de Teresina
é o sol que nos aquece.”


MAGALHÃES, Laerte. “TERESINA”. In: Um ponto fora da curva. Teresina, 2007. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 19 mar. 2012.

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2009 — Luiz Filho de Oliveira, “ONDE UMA BARCA VEIO A POETA BUSCAR (A MANDADO)”
Imagem solar: sol das praças / sol fluvial / sol da travessia.


“todavia se a nado não cheguei a
nada de novo sob teu céu sobre as águas
liquido: aceito passear em ti nessa barca
por onde tropica o sol destas praças
(veio)”


OLIVEIRA, Luiz Filho de. “ONDE UMA BARCA VEIO A POETA BUSCAR (A MANDADO)”. Via Deleituras, em 25 nov. 2009. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 15 abr. 2016.


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2009 — Ranieri Ribas, “Teresina, Bêbada Blues”
Imagem solar: sol urbano / sol de ressaca / sol escaldante.


“Esta luz infusa e ferina
E o crepúsculo em ti escarlatina
Teresina, assim cega de sol.”


“E quando o sol nascer
seu amanhecer de ressaca, Teresina
uma panelada no mercado da Piçarra.”


“Transcol, sol escaldante, parada lotada
Ambulantes e coquetes.”


RIBAS, Ranieri. “Teresina, Bêbada Blues”. Publicado em 27 ago. 2009 no blog Piauinauta. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 20 jun. 2026.


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2009 — H. Dobal, “O MENINO DA PACATUBA”
Imagem solar: sol da infância / sol da Pacatuba / sol da memória.


“Dos meninos consumidos no sol da Pacatuba ficaram lembranças.”


DOBAL, H. “O MENINO DA PACATUBA”. Prefácio do livro O perfume de Resedá, de Paulo José Cunha. Teresina: Oficina da Palavra, 2009. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 26 jul. 2015.


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2009 — Paulo José Cunha, “virão de novo os dias dos banhos na chuva”
Imagem solar: sol da seca / sol da memória / sol dos retirantes.


“crianças de cabelos desgrenhados
pela seca
esticada de sol 
e narizes escorrendo um sumo
no colo de mulheres desgrenhadas
ramela nos olhos”


“e no mercado velho
o cheiro de vísceras de peixe
carne-de-sol 
molho-pardo
camarão
melancia
cuscuz de milho
pimenta-de-cheiro mão-de-vaca frito de porco farinha-dágua
perfume barato torresmo”


CUNHA, Paulo José. “virão de novo os dias dos banhos na chuva”. In: Perfume de Resedá. Teresina: Oficina da Palavra, 2009. Via uns2poemas. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 21 nov. 2015.


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2009 — Afonso Lima, “SOL DE MINHA TERRA”
Imagem solar: sol da terra natal / sol interior / luz da memória.


“Trago n'alma o sol de minha terra
a luz maior, claridade em mim
no som do Parnaíba que se encerra
o trilhar de um caminhar sem fim”


LIMA, Afonso. “SOL DE MINHA TERRA”. Palmas/TO, julho de 2009. In: A cidade em chamas: poema trágico de um crime impune. Teresina: Multiservice, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 jan. 2016.


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2010 — Cinen de Sousa, “PÉS-DE-VENTO”
Imagem solar: pôr do sol urbano / sol fecundante / sol da cidade-verde.


“Por que não dizer num alto-falante
que há mais que o verde
um roseiral, colibris e pôr-do-sol 
entremeio
a esta Cidade-planeta
de risco aberto, um caso de amor e mil amantes
e esta cor do sol pelo firmamento
como pés-de-vento
que brota livre e engravida pessoas.”


SOUSA, Cinen de. “PÉS-DE-VENTO”. In: Teresina: um olhar poético. Organização de Salgado Maranhão. Teresina: FCMC, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 fev. 2016.


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2010 — Raisa de Caldas Castelo Branco, “PASSEIO PELA CIDADE DO SOL”
Imagem solar: sol intenso / sol do sorriso / luz da cidade.


“agarrei o sol intenso aderido ao sorriso
da senhora do lenço macramé.
E a luz que se esvaía dos poros
fez a alegria pertencer
à nervura sinuosa da folha.”


CASTELO BRANCO, Raisa de Caldas. “PASSEIO PELA CIDADE DO SOL”. In: Teresina: um olhar poético. Organização de Salgado Maranhão. Teresina: FCMC, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 fev. 2016.


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2010 — Machado Jr., “NÓS ESTAMOS POR AÍ SEM MEDO - Por falar em Nós e Elis”
Imagem solar: sol vindouro / sol da continuidade / sol musical.


“E vamos nessa que o sol já vem.”


MACHADO JR. “NÓS ESTAMOS POR AÍ SEM MEDO - Por falar em Nós e Elis”. In: No Nós & Elis: A Gente Era Feliz – e sabia. Organização de Joca Oeiras. Teresina: Gráfica Halley, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 7 abr. 2014.


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2010 — José Augusto Sampaio, “RIO PARNAÍBA”
Imagem solar: sol fluvial / sol da beira do rio / sol da cena interrompida.


“O sol brilha, uma brisa assovia a música. Hoje é quarta-feira. Hoje é dia de Rita. O rio segue e segue belo.”


SAMPAIO, José Augusto. “RIO PARNAÍBA”. In: Imagine alguém te olhando do escuro. 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 11 abr. 2014.


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2010 — Caio Negreiros, “A FÚRIA DO SOL”
Imagem solar: sol furioso / sol de outubro / sol sobre o ipê.


“a fúria do sol 
anima-se em outubro
nas folhas do ipê”


NEGREIROS, Caio. “A FÚRIA DO SOL”. In: Teresina: um olhar poético. Organização de Salgado Maranhão. Teresina: FCMC, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 6 dez. 2015.


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2010 — Mônica Montone, “TERESINA”
Imagem solar: cabelos do sol / sol personificado / cidade-menina.


“É um fio de horizonte que se desprendeu dos cabelos do sol 
É um sorriso manso, manchado de cajuína
É a vontade dos pés descalços
De desmaiar sobre o asfalto em chamas”


MONTONE, Mônica. “TERESINA”. In: Teresina: um olhar poético. Organização de Salgado Maranhão. Teresina: FCMC, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 15 nov. 2011.


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2010 — Keula Araújo, “TERESINA”
Imagem solar: sol entre céu e cidade / sol da distância / saudade teresinense.


“Ela lá
espraiada entre pernas
negras, longas
entre céu
sol 

eu sul e frio”


ARAÚJO, Keula. “TERESINA”. In: Teresina: um olhar poético. Organização de Salgado Maranhão. Teresina: FCMC, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 13 jan. 2012.

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2010 — Marleide Lins, “VIVER EM TERESINA”
Imagem solar: sol em declínio / fim de jornada / claridade urbana.


“Fim da jornada
ao assédio da artificial claridade
sol se esvai com as buzinas dos carros”


LINS, Marleide. “VIVER EM TERESINA”. In: Teresina: um olhar poético. Organização de Salgado Maranhão. Teresina: FCMC, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 13 nov. 2011.


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2010 — Marcos Freitas, “PONTE METÁLICA”
Imagem solar: pôr do sol fluvial / sol do Parnaíba / paisagem da ponte.


“revoada de andorinhas
ao redor das torres do Amparo
anunciando o pôr-do-sol 
no Parnaíba - ponte metálica”


FREITAS, Marcos. “PONTE METÁLICA”. In: Urdidura de sonhos e assombros: poemas escolhidos (2003–2007). Rio de Janeiro: CBJE, 2010. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 dez. 2012.


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2011 — Demetrios Galvão, “CIDADES RABISCADAS REMIX VOL. 1”
Imagem solar: sol urbano / sol da dilatação / paradoxo luz-sombra.


“buscar uma fenda para se esconder
no paradoxo luz / sombra
digerir o desejo das estátuas na dilatação ao sol 
uma eternidade de enigmas adormecidos.”


GALVÃO, Demetrios. “CIDADES RABISCADAS REMIX VOL. 1”. In: Insólito. Fortaleza: Editora Corsário, 2011. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 8 abr. 2014.


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2011 — Demetrios Galvão, “CARTÕES-POSTAIS DO FIM DO MUNDO”
Imagem solar: sol disseminado / sol do fim do mundo / claridade insólita.


“há sol em cada canto do dia e os orixás fazem poemas-crianças
modigliani montado em um ganso
alimenta os peixes com a estranha beleza de suas mulheres.”


GALVÃO, Demetrios. “CARTÕES-POSTAIS DO FIM DO MUNDO”. In: Insólito. Fortaleza: Editora Corsário, 2011. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 6 nov. 2013.


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2011 - Guaipuan Vieira, “TERESINA NO PASSADO”
Imagem solar: pôr do sol fluvial / sol do cais / memória contemplativa.


“Seguimos para o hotel, contemplando o pôr do sol, rica beleza natural.”


VIEIRA, Guaipuan. “TERESINA NO PASSADO”. Via amlece.blogspot.com. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 1 nov. 2011.


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2012 — Thiago E, “chuva® em teresina [ modo de usar ] ou [ o produto pra tomar ]”
Imagem solar: céu-sol / sol de rachar / calor abafado de Teresina.


“sob esse céu-sol que sua nossa cidade, chuva® é um raro chiado”


“farelo d’água com sol de rachar faz é abafar; esquenta tudo e, mais ainda, a moleira que azucrina.”


THIAGO E. “chuva® em teresina [ modo de usar ] ou [ o produto pra tomar ]”. In: Revista Piauí Terra Querida. Agosto de 2012. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 14 abr. 2014.


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2012 — João Ferry, “BARRINHA QUE JÁ SE FOI”
Imagem solar: sol da memória / sol da Baixa da Égua / sol dos lugares desaparecidos.


“Minhas saudades, porém,
Confesso, não me dão trégua,
Quando na mente me vem
sol da Baixa da Égua.”


FERRY, João. “BARRINHA QUE JÁ SE FOI”. In: NUNES, M. Paulo. A geração perdida. São Cristóvão/RJ: Artenova. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 4 fev. 2012.


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2013 — Guardia Nova, “MANHÃ DE SOL NAS CLASSES”
Imagem solar: sol e desgraça / sol dançante / sol da capital.


“todo domingo renovo o sal
sol e desgraça na capital”


“embaixo do sol 
pode acontecer
isso e muito mais amor”


“debaixo do sol 
pode acontecer
isso e muito mais amor”


GUARDIA NOVA. “MANHÃ DE SOL NAS CLASSES”. In: Guardia Nova. Primeiro LP da Guardia, gravado em 2013 por Jan Pablo/Cavalcante Veras, Canis Vulgaris Records. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 28 jan. 2016.


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2013 — Graça Vilhena, “RUA DA GLÓRIA”
Imagem solar: sol nascido / manhã inaugural / luz sobre a rua.


“paisagem de sol nascido
na estação do trem
cerzindo os dias
sobre as pedras da rua
que abrolhavam luz”


VILHENA, Graça. “RUA DA GLÓRIA”. In: Pedra de Cantaria. Teresina: Nova Aliança e Entretextos, 2013. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 14 dez. 2011.


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2013 — Renata Flávia, “PRAÇA RIO BRANCO”
Imagem solar: sol opressor / sol visceral / calor da praça.


“de cara lavada de suor
sol imprensando meu estômago
como duas mãos
eu inerte entre as luzes
que só ascendem quando paro”


FLÁVIA, Renata. “PRAÇA RIO BRANCO”. Inédito, enviado pela autora. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 6 nov. 2013.


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2013 — Elias Paz e Silva, “TER É SINA II”
Imagem solar: sol e sombra / pôr do sol lírico / cidade assoreada.


“cidade sem memória
sol e sombra do nada
sitia os deserdados”

“ao lírico por do sol 
avermelhando as cortinas
o rio se dá assoreado fulminado
entre navios sonâmbulos
paruaçu, rio de sonho, salve, salve.”


SILVA, Elias Paz e. “TER É SINA II”. Via Recanto das Letras. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 out. 2013.


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2013 — Elias Paz e Silva, “ENIGMA NO AR”
Imagem solar: sol declinado / fogo no oriente / verão solar.


“mensageiro do poente
sol se declina em fogo no oriente
clarazul céu de enigmas
decifra homens taciturnos de esperança”


“depois do verão solar 
chuva de raios trovões no metal dos pára-raios das árvores secas”


SILVA, Elias Paz e. “ENIGMA NO AR”. Via Recanto das Letras. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 out. 2013.


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2014 — Rodrigo M Leite, “A CIDADE REVISITADA & seus leões”
Imagem solar: filhos do sol / sol ritual / sol do meio-dia.


“os filhos-do-sol 
convidados ao meio-dia
riscam a praça em chamas

banhados de suor
bronzeados com pólvora”


LEITE, Rodrigo M. “A CIDADE REVISITADA & seus leões”. In: A Cidade Revisitada & seus leões. Teresina, 2014. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 24 fev. 2025.


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2014 — Salgado Maranhão, “TERESINA”

Imagem solar: sol de novembro / sol memorial / sol da iniciação poética.


“(Ali, ao sol de novembro
em que assinei sem saber
o preço da poesia).”


MARANHÃO, Salgado. “TERESINA”. Via Piauinauta. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 2 set. 2014.


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2015 — Guardia, “SOLUÇÃO”
Imagem solar: sol sem luz / sol da lembrança / sol melancólico.


“Num rastro de sol sem luz pode ser
Na soma de meus azuis pode ser que sim pode ser”


GUARDIA. “SOLUÇÃO”. In: Imperfei. Canção do segundo LP da Guardia, gravado entre 2014 e 2015 por Jan Pablo e Cavalcante Veras na Canis Vulgaris Records. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 15 out. 2018.


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2015 — William Melo Soares, “VOLLEY BAR”
Imagem solar: pôr do sol fluvial / sol da paisagem / sol convivial.


“o pôr do sol 
o sorriso
menina flor da paisagem
Piedade oferecia
rabo de tatu gostoso”


SOARES, William Melo. “VOLLEY BAR”. In: Nadança dos Peixes - Antologia Provisória. Teresina: Bienal, 2015. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 10 abr. 2016.


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2015 — William Melo Soares, “BR-O-BRÓS”
Imagem solar: sol-dragão / sol inclemente / sol do br-o-bró.


“o sol 
nos br-o-brós
é um dragão
inclemente”


SOARES, William Melo. “BR-O-BRÓS”. In: Nadança dos Peixes - Antologia Provisória. Teresina: Bienal, 2015. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 15 out. 2018.


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2015 — Thiago E, “As árvores da Rua Álvaro Mendes”
Imagem solar: sol indiferente / cidade de brasa e sombra / sol urbano.


“O sol não tem ouvidos para reclamações.
Essa parte da cidade de brasa e sombra
melhora o pensamento em modificação:
aquele encanto claro de palavra nova”


THIAGO E. “As árvores da Rua Álvaro Mendes”. Poema enviado pelo autor. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 11 dez. 2015.


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2016 — Cunha e Silva Filho, “UM ESTRANHO EM TERESINA”
Imagem solar: sol escaldante / sol abrasante / rigor solar de Teresina.


“Era a visão de uma mulher, em plena tarde de um sol escaldante, caminhando, caminhando, caminhando, debaixo de uma sombrinha. Claro que não foi só aquela mulher que portava uma sombrinha para abrigar-se do sol abrasante.”


“Não me lembro de outras vezes que andei por Teresina de reparar nesse costume local, aliás, bem justo e necessário, de usar uma sombrinha contra o rigor solar.”


SILVA FILHO, Cunha e. “UM ESTRANHO EM TERESINA”. Via Portal Entretextos. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 28 jan. 2016.


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2016  — Humberto Guimarães, “FAZIA SOL... NO RIO NÓS DOIS...”
Imagem solar: sol erótico / sol voyeur / sol do desejo.


“O sol tão brando ‘curiava’ ao longe
perlongando as curvas do maiô escasso
com a sutileza dos intrusos raios...
Nós dois sorríamos um sorriso lasso
esquivantemente a devolver carinhos...
e o sol ao longe olhando com olhar devasso!”


GUIMARÃES, Humberto. “FAZIA SOL... NO RIO NÓS DOIS...”. In: Juvenílias. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 22 jan. 2016.


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2016 — Caio Negreiros, poema sem título
Imagem solar: gota de sol / sol mínimo / solidão urbana.


“uma gota de sol


NEGREIROS, Caio. Poema sem título. In: Baião de Todos. 2016. Apud MORAIS, Menezes y. “BAIÃO DE TODOS: poetas repensam a vida, num diálogo civilizatório”. Via blogue do poeta Emerson Araújo. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 mar. 2020.


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2016 — Elias Paz e Silva, “Proposta”
Imagem solar: outro sol / sol de esperança / sol do trabalho.


“O dia foi duro amor
mas valia o suor da labuta
e a proposta de outro sol 
como desculpa”


SILVA, Elias Paz e. “Proposta”. In: Baião de Todos. 2016. Apud MORAIS, Menezes y. “BAIÃO DE TODOS: poetas repensam a vida, num diálogo civilizatório”. Via blogue do poeta Emerson Araújo. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 mar. 2020.


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2016 — Keula Araújo, “Do Amor”
Imagem solar: sol imorredouro / sol da vontade / sol amoroso.


“sob o sol imorredouro
da vontade”


ARAÚJO, Keula. “Do Amor”. In: Baião de Todos. 2016. Apud MORAIS, Menezes y. “BAIÃO DE TODOS: poetas repensam a vida, num diálogo civilizatório”. Via blogue do poeta Emerson Araújo. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 18 mar. 2020.


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2016 — Edmar Oliveira, “Teresina anivessariou: 164 anos”
Remissão: Lucídio Freitas, “Teresina apagou-se”.


“Teresina apagou-se na distância,
Ficou longe de mim, adormecida,
Guardando a alma de sol da minha infância
E o minuto melhor da minha vida.”


OLIVEIRA, Edmar. “Teresina anivessariou: 164 anos”. Piauinauta, 21 ago. 2016. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 21 ago. 2016. O trecho citado é de Lucídio Freitas, “Teresina apagou-se”, de Minha Terra, 1921.


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2017 — Alex Sampaio, “Passou por mim”
Imagem solar: sol carnavalesco / sol público / sol do corpo na rua.


“Era barulho. Sol. Dia. Era carnaval.”


SAMPAIO, Alex. “Passou por mim”. In: Ressuscito na cidade suicida. Teresina, 2017. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 8 abr. 2020.


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2018 — Severo, “Só chove sol”
Imagem solar: sol paradoxal / sol-chuva.


“Só chove sol


SEVERO. “Só chove sol”. Música do álbum Violento Precário. Gravado em Teresina-PI, entre dezembro de 2017 e abril de 2018. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 16 out. 2018.


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2018 — Airton Sampaio, “RUBRO SOBRE O VERDE ou SANGUE ENTRE DOIS RIOS QUE SE ABRAÇAM ou CONTO EM CINCO DESATINOS E UM ESBOÇO DE EDITORIAL”
Imagem solar: sol da impunidade / sol do terror urbano / sol de meio-dia.


“Que véus são esses que estendes do Parnaíba ao Poti sobre os fatos de sangue desse lugar mesopotâmico também tido por chapada e pleno de sol, coriscos, trovões e impunidades?”


“gente correndo em desatino, pessoas se consumindo em chamas para tentar salvar alguém ou alguma coisa de dentro das casas de palha, que crepitam, aos montes, às vezes cem de uma vez, geralmente ao sol do meio-dia.”


“Enquanto não confessar vai ficar assim, o corpo enterrado de pé, só a cabeça de fora, neste solzão de outubro, e sem comer nem beber.”


SAMPAIO, Airton. “RUBRO SOBRE O VERDE ou SANGUE ENTRE DOIS RIOS QUE SE ABRAÇAM ou CONTO EM CINCO DESATINOS E UM ESBOÇO DE EDITORIAL”. Via blogue do autor. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 15 out. 2018.


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2021 — Antônio Luís Oliveira, “POEMA PARA TERESINA”
Imagem solar: pôr do sol afetivo / sol contemplativo / paisagem teresinense.


“Vejo-te na graciosidade do teu povo
E no pôr do sol que nos encanta.
Vejo-te no verde que resiste.”


OLIVEIRA, Antônio Luís. “POEMA PARA TERESINA”. In: Poemas ao Vento. Maringá: Viseu, 2021. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 abr. 2025.


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2021 — Chico Castro, “o sem nome”
Imagem solar: sol paradoxal / sol sagrado / sol amoroso.


“o sem nome
é ouro, mas não reluz
uma miragem no deserto
um sol de costas para a cruz.”


CASTRO, Chico. “o sem nome”. Enviado pelo autor. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 31 mar. 2021.


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2022 — Eduardo Rêgo de Oliveira, “rapaz, fazia um calor infernal”
Imagem solar: sol equatorial / sol do calor urbano / sol metálico.


“as ideias derretidas
sobre o colo
no bule da cachola
fervidas sob um sol 
equatorial
                                    [impecável”


OLIVEIRA, Eduardo Rêgo de. “rapaz, fazia um calor infernal”. Inédito em livro, enviado pelo autor. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 4 maio 2022.


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2023 — Renata Flávia, “CARTOGRAFIA INFINDA”
Imagem solar: sol cartográfico / sol neon / sol do centro de Teresina.


“Era dia de muito sol, como todos os dias
Quando Assis Brasil cruzava a Praça da Integração no Parque Piauí”


“Não chore, Teresina é assim mesmo
Foi Faustino primeiro, depois tantos mais
Apesar de ser lindo o laranja neon desse sol que cai”


FLÁVIA, Renata. “CARTOGRAFIA INFINDA”. Poema inédito em livro. Enviado pela autora. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 28 jul. 2023.


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2025 — Renata Flávia, “olho mágico”
Imagem solar: sol sensorial / sol excessivo / percepção embriagada.


“e todo sol é amarelo demais
e o ar frio na narina é fluido demais”


FLÁVIA, Renata. “olho mágico”. In: Descalça na Gig. Rio de Janeiro: Mórula, 2025. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 17 ago. 2025.


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2025 — Telmo Belizário, “amanhece calmo e frio o dia e sua tez orvalhada”
Imagem solar: sol inaugural / sol da manhã / claridade natural.


“amanhece calmo e frio o dia e sua tez orvalhada
sob o canto atônito dos seres de plumas leves
que reinam no ar e riscam o céu
nus e rindo dos raios de sol


BELIZÁRIO, Telmo. “amanhece calmo e frio o dia e sua tez orvalhada”. In: Códice Virtual. Teresina, 2025. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 13 jun. 2026.


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2025 — Telmo Belizário, “Tarde morta, amarelo queimado”
Imagem solar: sol distante / sol acinzentado / paisagem de desgaste.


“Tarde morta, amarelo queimado
sob um sol distante, se disfarça o acinzentado.”


BELIZÁRIO, Telmo. “Tarde morta, amarelo queimado”. In: Códice Virtual. Teresina, 2025. Reproduzido em Musa Esquecida, postado em 9 jul. 2026.


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