"seis da tarde", por Renata Flávia
as horríveis estruturas modernas
não permitem
o belo
declínio
- apodrecimento neon
do antigo concreto -
todo vidro tende ao estilhaço
nele não podemos nos equilibrar
bem alto
curva onírica, um outro lugar
pausa, sonho:
abro coxas
te tomo pela mão
corremos até o alto
copan, luxor, metropolitan ou
qualquer um
dos nomes degradantes dos
grandes predios
aterrisso de joelhos
te assombro a ler em voz alta
escorpiões do sol
salivando
volto
na cidade algo declinae apodrece
mesmo mormaço
o brilho dos automóveis
incinerando meu desejo
sacudo as chaves
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