1854, mercado central são josé




as vielas tomadas pelos negociantes
berram suas cores sujas na sombra do grande galpão

há uma inquietante majestosidade na estrutura antiga;
os olhares não pousam, mas a vida punge no abandono

o cheiro do artesanato em couro e dos peixes à venda,
eternos na mente do menino comprando banquinhos com o pai

as paredes e as colunas jogadas no esquecimento
denunciam um século e meio da memória da cidade

no silêncio de seu olhar, o menino se pergunta
quantos universos cabem lá dentro:

mercado central são josé,
o mercado velho de teresina...



Lucas Rolin
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