INTIMIDADE INQUIETANTE


para os adoradores do finado Nós & Elis


Um dia a flor que lamentava a perda do encanto
Secara em vida e seiva
Antes da estreia de um Outono
Que se ouvira falar

Sei do Inverno quando me sinto triste
Na frieza da alma úmida
Em veste que não protege
Bogarins despetalados

Antes do Verão esnobe e pabo
A Primavera pôs-se a consolar
A mesma flor sedenta de resgate
Com promessas de cores firmes
E cheiros renovados.

Tudo imaginação
Em minha aldeia
Não vingam as quatro estações

Só a utopia e a felicidade
Estampada no rosto de Alice
Ou talvez de Nicinha
Em tempos de carnavais.



Acilino Madeira
em Porto/Portugal, 18.09.09
via blogue do artista plástico Amaral
http://setcuia.zip.net/arch2010-02-14_2010-02-20.html

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