A FONTE DA PRAÇA DO LICEU


                                        em memória do prof. Galvão


traça meu caminho como passa a
linha no fundo da agulha, minha
vista em toda lida afeita ao limbo
que esgotou na mina da praça.

céu de água azul no chão, de graça,
algo de branco sob as saias colegiais.
ao abrigo da libido, líquida cevada
sobe ao cérebro da teresina entediada.

romana ponte de menino travessa
a fonte, os cisnes, deslocados signos,
para sempre presos à retina, a vida
presa ao gole primo na passada praça.

primevo mundo. leviana cidade terna,
onde a água, fonte do eterno, fastia
a vista e desencanta. por que voltam
do passado passos dados sem valia?



Manoel Ciríaco
em agosto de 2003, Teresina/PI

Nenhum comentário:

acompanhe por e-mail