ANGICO




Perto do rio Poty
há um pé de angico
        um pé de angico
        ai um pé de angico

Perto do rio Poty
havia um pé de angico
havia um pé de angico

Foi arrancado pela mania de modernização
ou foi por causa de alguns bêbados motorizados?

Em Teresina
a noite é companheira e cúmplice
de homens e tratores



Glória Sandes
em A poesia teresinense hoje
Teresina: FCMC, 1988

Um comentário:

Vítor Sandes disse...

Essa poesia é muito significativa pra mim por dois motivos: 1) por se tratar da saudosa Teresina e 2) por ser da minha eterna poetisa, Glória Sandes, também minha mãe. Por acaso, conversando com minha mãe sobre este poema, ela me contou que meu avô, o Prof. Valdemar Sandes, dizia que se tratava de um poema drummondiano, mas que a segunda parte do poema está mais bem resolvida do que o clássico "No meio do caminho" de Drummond. Agradeço pela publicação da poesia e pela sensibilidade de quem faz o blog.

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